sábado, 12 de julho de 2008

Questão Índia

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Depois que inventei de fazer a Questão Japa e uma tentativa de Questão França, resolvi deixar pra lá essas invenções de moda. Até que um dia fui inventar de comer comida indiana. Como é que é comida indiana, tio Rodrigo?

Mano, o bagulho é doido.

Cheguei no lugar lá e o sujeito me pergunta se eu queria suave, médio ou picante. Falei “médio”. Tolo fui eu. “E para beber?” Eu pedi um Rashna Huia Haia Dhalsim – ou algo parecido – que é a parada típica lá deles, feito com limão e gengibre. E é aqui que eu começo a explicação.

Mesmo que eu pedisse pão com mortadela, viria pão com mortadela + 200.000 temperos + molho de especiarias desconhecidas + elefantes sagrados em pó no meio do bagulho. De modos que a tua língua fica num estado meio que psicodélico. Mas, no final das contas, posso dizer que eu comi pimenta com gengibre. O que já é um gostinho pouco convencional.

Embalado nesse clima e ainda meio zonzo, lembrei-me de um sujeito daquela região, cuja sabedoria me fez mudar a minha visão de mundo. Um cara que me fez rever os meus conceitos a respeito da arte coreográfica contemporânea. O Michael Jackson pós-moderno neo-kitsch de vanguarda. O cara que me fez falar “dança do quadrado é meu ovo!”. Um sujeito excepcional, tanto no pessoal como no profissional, ô lôco! Esse cara aqui:



Depois de analisar minuciosamente o seu trabalho, é que resolvi ir mais a fundo na questão, e foi inaugurada a Questão Índia.

O que sabemos até agora:

- Que eles não são astros, nem estrelas, nem divas. Eles são deuses.
- Que eles não gostam de atuação, gostam de dançar.
- Que Bollywood (Hollywood indiana, isso mesmo. O “B” vem de Bombaim) movimenta mais dinheiro que a americana.
- Que além de Bollywood, também existem Tollywood, Kollywood, Lollywood, Kariwood e Somaliwood.
- Que o clipe citado acima é de um filme de comédia indiano.
- Que este sujeito participou do clipe citado acima.

O que vimos até agora

- Jhoom Barabar Jhoom: comédia romântica, no estilo das comédias românticas clichês, mesmo.

- Fanaa: Filme um pouco mais bem-trabalhado, com a “deusa” Kajol.

- Kabul Express: Opinião “Bollywoodiana” sobre o Talibã, 11 de setembro e essas coisas. Nada de sensacional enquanto filme, mas bom.

Ah, sim, estou julgando de acordo com padrões pessoais e ocidentais. Não deixem nenhum indiano ler isso, por favor.

E por enquanto é só. Voltamos depois com mais.
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