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Acabei de terminar aquela minha "pesquisa" sobre Kurosawa. Ao mesmo tempo, terminei também uma sobre Bergman. Feito isto, portanto, vamos às conclusões:
Favoritos Kurô:
- Sonhos (é a obra, não adianta)
- Madadayo ("Filme de despedida" do Kurosawa. Simples e bonito. E um pouco longo, mas valeu a pena)
- Dodes´Kaden (Também poderia se chamar "seres humanos e seus problemas, versão vila". Muito bonito.)
- Rashomon (História muito bem amarrada e conduzida. No final do filme fiquei com aquela sensação de "po, mas já acabou?")
Sobre o cara: É um gênio. Dã. Japonês. Dãããã, mas calma. Isso é importante, porque acabou sendo a coisa que mais me chamou atenção. Quando ele ficava "japonês demais", muito samurai, muito arigatô, e menos universal, ficava meio chato pra mim. E em compensação, quando ele faz coisas como "Rapsódia em Agosto", ou quando ia pra um negoço mais ou menos europeu, ou shakesperiano, achava também meio chato. Os filmes universais dele, pra mim, são os melhores. Alíás inclusive, parece que vão ficando melhores à medida que ficam mais universais.
Nota: Isso não é um blog sobre crítica de cinema ou discussão acadêmica a respeito. É o que eu acho a respeito do que eu vi. Escrevo e escreverei e falarei as maiores asneiras, academico-criticamente falando, e feliz da vida. Não me corrijam se eu estiver errado.
Por isso mesmo, se preparem, pois falarei de Bergman:
Ingmar Berrrrrrrrr(cuspidinha)man:
Favoritos (Até agora):
- Saraband
- O silêncio
- Através de um espelho
- Na presença de um palhaço
.Saraband é o último que ele fez. Como acho que ele foi se aperfeiçoando ao longo do tempo, deve ser por isso que é tão bom.
E eu sei lá o que falar desse filme, bróder. Vê.
.O Silêncio, segundo o próprio Bergman, falava a respeito do silêncio de Deus. Fecha a trilogia dele com chave mais que de ouro. A única coisa que me incomoda é que a atmosfera do filme é o tempo todo dark, problemática, então até quando acabou eu me senti meio mal, como creio que seja a proposta, mesmo.
Aliás, qualquer filme de Bergman recomendo respirar fundo antes de apertar play.
.Através de um espelho (Sazon im SpÊêgl, em sueco)
Esse cara se amarra em falar de incesto.
Harriet Andersson: Beibe, excelente atriz e além dos filmes do Bergman fez Dogville.
É o oposto em matéria de atmosfera a "O silêncio". Mas em compensação a história me parece mais sórdida.
.Na presença de um palhaço
Eu falei que esse cara era louco...
O filme vai ficando cada vez melhor, até que no final fica genial.
Sobre o cara: É um gênio, e assim como muitos gênios, não deve bater bem da cabeça. Ou deve, mas trata da loucura de uma forma muito, muito próxima. Tira tudo e mais um pouco, e mais ainda um pouco dos atores, além de ter sacadas simplesmente geniais de fotografia, luz, etc. E os filmes me carregaram pra dentro da história, sem mais nem menos.
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Conclusão:
Bergman - introspecção / Kurosawa - conjunto
Bergman - Diretor de atores (mas também ótimo diretor de espetáculo) / Kurosawa - Mais pro espetáculo (mas contava com grandes atores)
Bergman - Freud / Kurosawa - Confúcio
Bergman kicks Kurosawa´s yellow butt. Desculpa, Akira, mas ele ganhou.
Alguém tem uma comédia boba aí? Com campeonato de peido?
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